quinta-feira, 28 de maio de 2026
As cores da terra, as cores da vida
terça-feira, 26 de maio de 2026
PUFFY 30
Alguns projetos guardamos apenas no coração. Em 2021, iniciei um projeto de fanzine e sabia que levaria muito tempo para elaborar.
Aqueles que me conhecem há bastante tempo sabem o quanto sou fã do duo de rock japonês PUFFY. Há pelo menos 25 anos (mais da metade da idade que tenho agora) tenho acompanhado o trabalho da dupla e visto mudanças musicais e estéticas em sua carreira, que muito me ensinaram sobre experimentar coisas novas (técnicas, estéticas, influências). Sim, penso que quando gostamos muito de algo essa coisa nos fornece não apenas prazer mas algum aprendizado. Cresci junto com PUFFY, mesmo tendo conhecido a sua música quando já era adolescente. Talvez por isso mesmo minha admiração tenha sido tão formadora, já que nasceu num momento de amadurecimento.Com PUFFY eu conheci diferentes ritmos e descobri que o rock não precisa ser um gênero musical fechado. A banda me mostrou que é possível misturar ritmos, instrumentos, brincar com a música e se divertir com isso. Foi com PUFFY que conheci muitos outros artistas talentosos como Electric Light Orchestra, The Cardigans, Eels, The Monkees, Jellyfish... Também àquela época foi quando comecei a realmente estudar a língua japonesa, buscando na música um jeito de aprender a pronúncia.Há cinco anos, comecei a criar um fanzine ilustrado como uma espécie de Guia para apresentar a banda aos brasileiros. Nele, eu conto um pouco da história da dupla, suas influências musicais, curiosidades sobre Ami e Yumi, além de fazer pequenas resenhas para todos os singles e álbuns lançados. Não preciso nem dizer que esse trabalho de redator da Wikipedia precisou ser engavetado por mil e um fatores.No último dia 13, a banda completou 30 anos de carreira e está nos preparativos para um grande evento comemorativo em junho. Depois de muito tempo, finalmente, outro fã que sempre acompanho (https://amiyumidas.blogspot.com/2026/05/pfes-final-line-up.html) postou uma resenha sobre o lançamento da última coletânea lançada. Isso me motivou a escrever sobre. O fanzine está guardado, mas quis trazer algumas das ilustrações que fiz para as resenhas dos álbuns.
Vou deixar aqui uma rara entrevista em inglês feita no aniversário de 15 anos de PUFFY, para uma revista norte-americana. Vale a pena uma conferida principalmente para quem não sabe absolutamente nada sobre a dupla: https://nt2099.com/J-ENT/INTERVIEWS/puffyamiyumi/puffy15.pdf
terça-feira, 12 de maio de 2026
ipomeias pelo caminho
Eu quis levar a leveza das ipomeias de presente a uma tia-avó que fez aniversário ontem, por isso dediquei essa pintura a ela. Ela não só amou como me encomendou outras.
terça-feira, 5 de maio de 2026
Flores do dia
Há alguns anos, arranjamos uma muda de Vanilla grandifolia, a baunilha. Era bem pequena, do tamanho de uma caneta. Escolhemos um bom lugar e pacientemente cuidamos dela até que criasse raízes. Depois, cresceu por conta própria e foi subindo pela parede (ela é trepadeira). Lemos bastante sobre a espécie, porque a nossa intenção era produzir extrato natural, e vimos que teríamos um longo trabalho pela frente. Encontramos dados de que a baunilha floresce entre cinco e oito anos. Para a nossa surpresa, vimos os primeiros botões se formarem quando a nossa tinha quase quatro anos e ficamos muito animados.
A baunilha é da família das orquídeas e tem flores bem bonitas, de um amarelo pálido, que só ficam abertas durante a manhã, das seis às onze. Como no Brasil não há o besouro que faz a polinização das flores, precisamos fazê-la manualmente, uma a uma. Depois disso, elas murcham totalmente e caem. Após isso, vêm as favas, que depois de um longo processo de desidratação, ficam com aquele aroma adocicado que conhecemos. É com elas que aromatizamos receitas e produzimos o extrato.
Semana passada, apareceram os primeiros botões da nossa segunda florada. Não perdemos tempo: é preciso acordar cedo e fazer a polinização. Antes do meio-dia, as flores já murcham. Outros botões virão nos próximos dias e repetiremos tudo.
O cuidado com a baunilha requer dedicação e atenção. É preciso escolher um local adequado, com sol matinal e espaço vertical para que ela cresça. O aroma doce de baunilha está na entrada de Nomes de terra, meu pequeno-romance-crônica lançado ano passado. A planta reaparece em outro momento do livro, mas bem rápido. Que tal ela ganhar uma história só dela?

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